Manoel Jorge

Atualizado: 10 de abr.

Quando Manoel Jorge nasceu na Vila de Cótimos, no município de Trancoso, em Portugal, a 7 de setembro de 1900, seus pais Francisco Manoel Jorge e Cândida Augusta David Jorge, não faziam ideia de que o garoto cresceria como um comerciante de sucesso de Itanhaém, fã de esportes de todos os tipos e um baita filantropo que muito contribuiria para o avanço da cidade que o acolheu.
Em 1959, Manoel Jorge foi reconhecido por esses caminhos de Anchieta como o "brasileiro de seiscentos anos" e comerciante de pelo menos quatrocentos! Por quê? Ah, você já vai saber, em mais esta pesquisa biográfica do HISTORITA!
De Cótimos para Santos
Segundo o censo do ano de 1900 em Portugal, o número de habitantes na pequena freguesia de Cótimos era de 499 pessoas. E se você já acha pouco, saiba que hoje em dia há bem menos gente por lá. O último censo, de 2021, apresentou apenas 188 pessoas. Pelo que se tem de pesquisas arqueológicas, Cótimos teria sido fundada ainda na época do Império Romano, por volta dos séculos IV ou V, e teve sua existência perpetuada pelos visigodos (germânicos).


Foi nessa humilde vilazinha em que nasceu Manoel de Deus Jorge, então é de se imaginar que a familía não vivia em situação abastada; pelo contrário. Esse foi talvez um dos motivos, possivelmente aliado à necessidade de mão de obra do período Pós-Abolição e incentivos do governo brasileiro à imigração, que fizeram a família Jorge deixar Portugal. O ano é incerto, mas é fato que Manoel Jorge veio para o Brasil ainda bem novo (a julgar pelas informações dadas por ele ao Correio do Litoral nos anos 1950), então especulo algo entre 1900-1915.
Manoel e a família chegaram ao Brasil através de Santos, e por lá ficaram. Ele teve quatro irmãos: João de Deus Jorge, Augusto Jorge, Irmã Silvia (do Asilo de Órfãos em Santos) e Maria do Amor Divino.
Manoel Jorge começou a trabalhar inicialmente na lavoura. Posteriormente,conseguiu junto de João de Deus e Augusto trabalho na antiga Companhia Docas de Santos.
Os irmãos seguiriam nesse ramo por muitos anos, mas Manoel Jorge em algum momento se envolveria com o comércio, trabalho que o faria sair viajando pelo litoral - e seria nessa ocasião que Manoel conheceria a Conceição... de Itanhaém!
Casa São Jorge e Atlântico Hotel
Vamos agora dar um salto temporal, um daqueles não muito agradáveis, porque acontecem quando nossa pesquisa não consegue encontrar documentos de longos períodos. Quem sabe, com este artigo, pode ser que surjam novidades (como já aconteceu em outros artigos do HISTORITA, como no delicioso artigo do Chocolate!). Dedos cruzados e olhos atentos para não perder atualizações, caro leitor ou leitora!
Em 1923, Manoel Jorge casou-se com Maria José Saraiva Jorge. Só sabemos dessa informação por conta de uma notícia de suas bodas de prata em 1948.
Viajemos então para o ano de 1935. Agora detentor de um sucesso considerável no comércio, Manoel Jorge, então com 35 anos, compra um sítio de bananas em Itanhaém e passa a morar aqui em definitivo.
Em 1936, há o registro de Manoel Jorge na lista de pessoas que esteve no velório e enterro da "Menina Neida", filha de José Simões Neves e Ermingarda de Oliveira Neves.
O rapaz tinha mesmo tino para os negócios, pois logo em 1938, três anos após chegar, Manoel Jorge arrematou a compra de uma antiga pensão na rua Cunha Moreira, a Pensão Lopes.
(Rapaz... e eu estou aqui há quase 4 anos e só consigo pagar o aluguel...! Outros tempos, tempos outros, caro leitor! risos)

No mesmo ano, Manoel Jorge investe para transformar a Pensão Lopes em dois negócios: a Casa São Jorge, de secos e molhados e todo tipo de miudezas, e o Atlântico Hotel, na rua Dr. Cunha Moreira, 26.

Em 1939, Manoel Jorge é nomeado representante do Centro Comercial dos Varejistas de Santos em Itanhaém. É interessante ver como a notícia menciona que ele era um "velho associado", o que nos permite inferir que realmente sua atuação no comércio vinha de longa data e já durava bastante, mesmo quando ainda morava em Santos.

Basicamente, é como se Manoel Jorge fosse o presidente da ACAI de sua época, pois os comerciantes da cidade podiam se consultar e obter apoio com ele. Guarde bem esta informação, que vai ser curiosa logo mais.
Ainda em 1939, temos um registro no jornal A Tribuna onde pode-se ver uma imagem de nosso protagonista nessa idade de 39 anos. Bem, "ver" é um pouco forte de se dizer... Digamos que é possível "imaginar" a foto...

E essa notícia nos dá um monte de informações interessantes. Veja só:

Segundo a nota, Manoel Jorge foi, em algum momento, diretor da A. A. Portuguesa de Santos, além de presidente do clube de futebol Rio D'Alva, que se sabe ser de Santos. São essas informações, cara leitora ou leitor, que podem estar escondidas em algum documento antigo, algum álbum de fotos de algum santista... Torçamos, mais uma vez, para que algo surja!
Ainda em 1939, Manoel Jorge esteve na comissão da cerimõnia de bodas de prata de sacerdócio do vigário de Itanhaém, Pe. João B. de Camargo. Veja que Totó Mendes e outras figuras também participaram:

Para fechar 1939, em dezembro temos a notícia de que Manoel Jorge foi Capitão do Mastro na Festa de São Benedicto. Novamente, Totó Mendes aparece na lista da comissão, e também Manácio Apelian, como juiz:

O terrível ataque no Hospital
Na década de seus 40 anos, Manoel Jorge retribuiu seus sucessos comerciais com várias ações filantrópicas interessantes e buscou participar mais ativamente da política de Itanhaém.
Em 1940, há por exemplo o registro de várias doações feitas por ele.

Em 1941, ele esteve presente na posse do prefeito Jorge Rossmann. Manoel Jorge, Nilo Soares Ferreira e Totó Mendes foram homenageados com aplausos.

Também em 1941, o Atlântico Hotel promoveu um baile para receber os jogadores de futebol do Antarctica Quadro, time santista formado por funcionários da fábrica da Antarctica.

Em 1943, o dia 22 de abril foi de tristeza para Manoel Jorge, pois foi quando faleceu sua mãe, d. Cândida, que morava ainda em Santos.


No ano seguinte, na madrugada de 12 de janeiro de 1944, Manoel Jorge estava em Santos no Hospital da Beneficência Portuguesa, hospitalizado junto a um senhor português já idoso, Alfredo Fernandes, que estava internado ali há meses. Por ser madrugada, Manoel dormia, mas o sr. Alfredo não conseguiu dormir, por conta do calor, e resolveu caminhar pelo hospital.
O que ocorreu a seguir, eu deixo para a sua leitura da própria notícia, que transcrevo:
"BRUTAL CRIME DE MORTE OCORREU NA MADRUGADA DE HOJE NO HOSPITAL DA BENEF. PORTUGUESA
Um marujo sueco matou por esganamento um septuagenário enfermo — Um acesso de loucura — Nossa reportagem no local — O criminoso, em camisa de força, foi recolhido ao xadrez
Estúpido crime de morte ocorreu, à uma hora de hoje, no hospital da Beneficência Portuguesa, no qual perdeu a vida um septuagenário que ali estava internado há vários meses. O criminoso, de nacionalidade sueca, também ali estava hospitalizado como epiléptico.
Nossa reportagem, que esteve no local, conseguiu apurar que o assassino, num acesso de loucura, atacara a vítima no próprio quarto e, depois de agredi-la com uma cadeira, esganou-a.
Essa tragédia causou grande pânico no hospital, àquela hora imerso em completo silêncio.
O CRIME
No quarto n. 26 daquele estabelecimento hospitalar, estava internado, há longo tempo, Alfredo Fernandes, de 76 anos de idade, português, solteiro, que tinha como companheiro o comerciante Manoel Jorge, estabelecido em Itanhaém.
Alfredo, devido ao forte calor, não conseguindo conciliar o sono, passeava, sem fazer ruído, pelo corredor. Em frente ao seu quarto, estavam internados três marujos, sendo dois ingleses e um de nacionalidade sueca, e o criminoso, de nome Skogron Petar Olof, de 24 anos de idade, solteiro, tripulante de um barco estrangeiro surto no porto. O marinheiro, que há tempos vinha demonstrando desequilíbrio mental, notando a presença do velhinho no corredor, saiu no seu encalço de maneira ameaçadora. O ancião, amedrontado, correu para seu aposento, sendo, entretanto, perseguido. O sueco, que é de compleição robusta, um verdadeiro atleta, apanhou uma cadeira e desferiu uma pancada nas costas de Alfredo, que tombou por terra. A seguir, o marujo agarrou sua pobre vítima pelo pescoço, esganando-a.
O companheiro de quarto de Alfredo, o negociante Manoel Jorge, que acordara com o barulho da luta, ainda assistiu à morte do pobre velhinho. Porém, certo de que poderia também ser agredido pelo furioso sueco, fugiu, clamando por socorro.
CAMISA DE FORÇA
A administração do hospital, logo que teve conhecimento da grave ocorrência, comunicou-se com a polícia, partindo para o local uma viatura da Rádio Patrulha. O marujo criminoso, entretanto, estava qual uma fera, investindo contra todos os que dele se aproximavam, motivo por que foi chamado reforço policial. Finalmente, depois de muito custo, Skogron foi dominado, sendo necessário o uso de uma camisa de força para imobilizá-lo. A seguir, levado para a Cadeia Pública.
AÇÃO DA POLÍCIA
Ao local da brutal ocorrência, compareceu o dr. Almeida Moraes, delegado de serviço na Central de Polícia, acompanhado do escrivão Costa Carvalho, que tomou as providências que o caso exigia.
Segundo apuramos no local, ouvindo serventes, enfermeiros e médicos do hospital onde se verificou o crime, somente um ato de loucura podia justificar a tragédia ali ocorrida. A vítima, um cidadão de idade avançada, era inofensivo. Não perturbava ninguém, sendo até muito estimado por todos. Seu companheiro de quarto, Manoel Jorge, que também falou à nossa reportagem, disse que não tivera tempo para socorrer Alfredo. Estando doente e deparando com aquele quadro horripilante, seu primeiro gesto foi abandonar o local e pedir socorro.
O inquérito sobre o fato prosseguirá pela 1.a Delegacia de Polícia, a cargo do dr. Guedes Tavares."

Que loucura, caro leitor ou leitora! Na próxima vez em que precisar pernoitar em um hospital (tomara que não haja uma próxima vez), convém dormir com um olho aberto e outro fechado, por via das dúvidas...
Em 1945, Manoel Jorge foi a São Paulo junto da comissão de itanhaenses que requereram ao Interventor Federal Fernando Costa melhorias para a cidade.


No mesmo ano de 1945, ele consta como membro do Diretório Político do PSD em Itanhaém, e também é possível encontrar o registro do casamento de sua filha Zeli Jorge com Francisco Paniquar Filho.

Em 1947, Manoel Jorge seguiria com sua filantropia, doando 11 medalhas de prata aos ganhadores do Campeonato de Futebol Amador do Litoral Paulista.

Dois dias após essa nota anterior, Manoel Jorge surge em um artigo na Tribuna dando apoio às reclamações que eram feitas sobre a necessidade de haver uma boa estrada de rodagem que ligasse Itanhaém às outras cidades, alegando que os trens da Sorocabana não eram suficientes para dar conta de escoar a demanda comercial. Aqui temos uma citação direta de Manoel Jorge como parte da notícia:


No mesmo dia, há a nota de que Manoel Jorge recebeu a cidadania brasileira:

O fato dele ser mencionado como "proprietário de importante sítio de bananas" dá mais contexto às reclamações dele na matéria anterior, porque decerto também estava perdendo exportações de produtos, que apodreciam com a falta do transporte.
Ainda em 1947, nota-se que Manoel Jorge foi a São Paulo buscar as medalhas prometidas.

Por fim, o nome de Manoel Jorge aparece em 1947 como parte das pessoas que foram ao enterro de Alfredo Simões Dias. Segue-se a lista, para que os itanhaenses de outrora e de agora possam conferir quem esteve presente:

Em 1948, há o registro de uma missa em ação de graças pelas bodas de prata de Manoel Jorge e Maria José Saraiva Jorge.

Para encerrar a década, duas questões em 1949: Manoel Jorge aparece nomeado como membro da Comissão Municipal de Preços. Esse foi um órgão local criado em diversas cidades brasileiras, geralmente em períodos de alta inflação, com o objetivo de fiscalizar e controlar os preços de produtos essenciais, evitando o tabelamento excessivo e a especulação. Atuava na regulação do comércio local para garantir o abastecimento e preços justos à população.

Além disso, no mesmo ano, a sorte bateu à porta de Manoel Jorge e ele teve um título de capitalização contemplado.

E.C. São Paulo e ACIMPE
A partir daqui, as informações começam a ficar mais escassas novamente.
Em 1950, há o registro de Manoel Jorge como vice-presidente do famoso E.C. São Paulo, que ficava sediado no Gabinete de Leitura Itanhaense.

Em 1956, há o registro de Manoel Jorge colaborando com a comissão da 1.a Travessia do Rio Itanhaém a Nado:

Vamos voar no tempo mais uma vez, e agora cairemos em 1964. Nesse ano, Manoel Jorge surge como presidente da Diretoria Provisória da ACIMPE, provavelmente "próvisória" por ainda haver a necessidade de Assembleias para sua fundação de fato. É semelhante à fundação do Gabinete de Leitura Itanhaense, em que o Dr. Cunha Moreira foi posto como Diretor Provisório, até que se fundasse o prédio em si em 1896.
Por conta disso, é possível deduzirmos que Manoel Jorge foi um dos idealizadores da ACIMPE.
A Associação Comercial de Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe posteriormente sofreria mudanças em sua razão social e se tornaria a atual ACAI, Associação Comercial de Itanhaém.


Em 1969, no dia 26 de janeiro, no jornal A Tribuna, há o registro de uma homenagem a Manoel Jorge feita pelo novo presidente da ACIMPE, José Sebastião Stortoni. Ele tomou posse e entregou a Manoel Jorge um diploma de Sócio Honorário da Associação.

Poucos meses depois, em 3 de julho de 1969, Manoel Jorge faleceria, devido a um câncer de laringe, aos 69 anos, deixando a esposa e três filhas.
E o "brasileiro de seiscentos anos?"
Para encerrarmos, vamos voltar um pouquinho nos anos e no nosso artigo. Lá no início, eu comentei que em 1959 ele havia sido chamado assim. Então leiamos a lendária coluna Quem é Quem, do Correio do Litoral, de janeiro daquele ano, na íntegra:

A coluna serve como um ótimo resumo para finalizarmos - e acrescenta tanto a foto de Manoel Jorge mais novo quanto a informação de que ele foi também proprietário de uma imobiliária em Peruíbe, a SCIPEL. Fora isso, a reafirmação de seu envolvimento político e o apelido de "Capitão Manoel".
Os jornais são ou não são de uma riqueza de informações, caro leitor ou leitora? o HISTORITA agradece em especial aos muitos anos do jornal A Tribuna, por sua obra formosa de registrar a história, que permite que tantos detalhes ainda se mantivessem devidamente anotados para a posteridade.
Ficamos por aqui! Com a lembrança de Manoel Jorge reavivada e a certeza de que muito do que se fez em termos de comércio na cidade se deve a ele...
Obrigado, Manoel Jorge!
Pesquisa por: MOTA, Gustavo Caperutto da.
Agradecimentos:
ACAI - Associação de Comércio de Itanhaém
Francisco Paniquar Gatto
Gabinete de Leitura "José Rosendo"
Fontes utilizadas:
Artigos de Jornal e Periódicos
A TRIBUNA. Anúncio: Casa São Jorge e Atlântico Hotel. Santos, 1941.
A TRIBUNA. Antarctica Quadro segue para Itanhaém. Santos, 30 abr. 1941.
A TRIBUNA. As medalhas de prata. Santos, 25 abr. 1947.
A TRIBUNA. Bodas de prata dos Jorges. Santos, 15 set. 1948.
A TRIBUNA. Bodas de prata sacerdotais do vigário de Itanhaém. Santos, 18 out. 1939.
A TRIBUNA. Brutal crime de morte ocorreu na madrugada de hoje no Hospital da Benef. Portuguesa. Santos, 12 jan. 1944.
A TRIBUNA. Comissão de moradores em São Paulo. Santos, 12 jul. 1945.
A TRIBUNA. Convocação para Assembleia Geral da ACIMPE. Santos, 11 jul. 1964.
A TRIBUNA. Doação de medalhas por Manoel Jorge ao Campeonato. Santos, 11 abr. 1947.
A TRIBUNA. Doações de Manoel Jorge. Santos, 28 dez. 1940.
A TRIBUNA. Enlace Jorge - Paniquar. Santos, 22 dez. 1945.
A TRIBUNA. Festa de São Benedicto em Itanhaém. Santos, 23 dez. 1939.
A TRIBUNA. Manoel Jorge fala à Tribuna. Santos, 13 abr. 1947.
A TRIBUNA. Manoel Jorge recebe cidadania brasileira. Santos, 13 abr. 1947.
A TRIBUNA. Manoel Jorge. Santos, 27 mai. 1939.
A TRIBUNA. Morte da mãe de Manoel Jorge. Santos, 23 abr. 1943.
A TRIBUNA. Morte de Alfredo Simões Dias. Santos, 17 ago. 1947.
A TRIBUNA. Nova diretoria do E.C. São Paulo. Santos, 18 out. 1950.
A TRIBUNA. Posse do novo prefeito, sr. Jorge Rossmann. Santos, 05 ago. 1941.
A TRIBUNA. Stortoni à esquerda, Manoel Jorge à direita. Santos, 26 jan. 1969.
A TRIBUNA. Título de capitalização de Manoel Jorge contemplado. Santos, 20 mai. 1949.
A TRIBUNA. 1.a Travessia do Rio Itanhaém a Nado. Santos, 7 fev. 1956.
CORREIO DA TARDE. Representante do Centro Comercial dos Varejistas de Santos, em Itanhaém. [S. l.], 08 mai. 1939.
CORREIO DO LITORAL. Quem é Quem: Manoel Jorge. [S. l.], 22 jan. 1959.
PRAÇA DE SANTOS. Notícia envolvendo a Pensão Lopes. Santos, 1931.
Documentos Digitais e Imagens
GOOGLE Maps. Vista de rua da antiga casa da família Jorge em Santos. [S. l.], 2024. Disponível em: https://www.google.com/maps. Acesso em: 8 abr. 2026.
SANTOS, Manuel. Igreja Matriz de Cótimos. [S. l.], 2015. 1 fotografia.
SANTOS, Manuel. Cótimos. [S. l.], 2012. 1 fotografia.
Dados Estatísticos e Censo
PORTUGAL. Instituto Nacional de Estatística. Censo populacional da freguesia de Cótimos. Lisboa: INE, 1900.
PORTUGAL. Instituto Nacional de Estatística. Censo populacional da freguesia de Cótimos. Lisboa: INE, 2021.




Como é prazeroso poder conhecer tanto da história da nossa família. O Vovô Manoel deixou um legado de garra e empreendedorismo.
Muito obrigado, Gustavo, por todo o trabalho!