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Guarda Miguel

  • Foto do escritor: Gustavo da Mota
    Gustavo da Mota
  • 11 de mai.
  • 11 min de leitura

Uma das primeiras figuras de que ouvi falar pouco tempo após mudar para Itanhaém foi o misterioso "Miguel Louco". Disseram que era um rapaz com peculiaridades que divertiam e assustavam todos, fossem moradores ou turistas.


Alguém me disse que ele era guarda-costas de um ex-prefeito. Outros ainda diziam que era um protegido da família de Benedito Calixto. Cada história mais sem pé nem cabeça, mais maluca que a outra, e sem dúvidas muito mais louca que a qualquer "loucura" que Miguel tivesse.


Neste artigo, o HISTORITA vai buscar reunir tudo que se sabe sobre essa pitoresca figura que deixou saudades em quem viveu na Itanhaém do século XX. Quando andei mencionando que Miguel teria sua homenagem aqui, houve quem dissesse, sem qualquer pudor: "com tantos cidadãos ilustres, vai falar de um qualquer, e maluco?"


Ora. Miguel foi enterrado em 1995 com escolta militar. Sua existência, que era desprovida de qualquer título de nobreza ou sobrenome estrangeiro, fez com que seguisse sendo lembrado mais de 30 anos após sua morte. Dizer que alguém assim não merece homenagem é algo que desafia qualquer noção de sandice.


É de se perguntar, caro leitor ou leitora, quem são, de fato, os "loucos".


Um nascimento confuso


Miguel José da Conceição nasceu em 22 de abril de 1931, na aldeia Taniguá, em Peruíbe, quando Peruíbe ainda era parte de Itanhaém. Ou seja, nasceu em Itanhaém.


Sabe-se sobre seu nascimento por um documento tardio. De ascendência indígena, Miguel não teve registros de nascimento até março de 1976, quando ele já tinha 44 anos. Como não foi alfabetizado, é de se imaginar que alguém o orientou a conseguir sua certidão de nascimento.


Por conta disso, há que se considerar os dados que se encontram em sua certidão como especulativos, até que se prove o contrário. Por exemplo: o nome da mãe de Miguel está como Antônia da Conceição, e não há nome do pai. Pode ser que esse nome tenha sido mencionado pelo próprio Miguel, ou pode ser que alguém de fato soubesse o nome (afinal, era bem razoável que a mãe biológica dele ainda fosse viva na época do registro).


Do mesmo modo, surge o nome de sua avó materna, Maria Eufrásia da Conceição.


Segunda via de Certidão de Nascimento de Miguel José da Conceição. 24 mai 1994 (Acervo do Gabinete de Leitura "José Rosendo"
Segunda via de Certidão de Nascimento de Miguel José da Conceição. 24 mai 1994 (Acervo do Gabinete de Leitura "José Rosendo"

Curiosamente, e um fato que também pede que consideremos com cuidado, a data de nascimento de Miguel é exatamente a mesma data em que se celebra o aniversário de Itanhaém. Coincidência? Ou teria sido uma data fornecida como referência, já que provavelmente não se sabia a data verdadeira, e ele então teria escolhido tal data? Afinal, o documento diz que ele foi o próprio registrante de seu nascimento, ainda que com testemunhas.


Dúvidas assim vão poder ser mais esclarecidas com uma consulta ao Cartório de Registro Civil da cidade, o que o HISTORITA está planejando fazer depois que juntar vários nomes que precisam de consulta, pra ir em um só dia. Assim, economiza-se no Uber... Tá feia a situação, amiga leitora, amigo leitor... (risos)


Felizmente, temos registros de pessoas que comentam sobre a história de Miguel com bastante certeza, e isso nos ajuda a pontuar algumas coisas.


Quem nos traz informações mais detalhadas é Ernesto Gatto, em uma postagem sobre Miguel que o próprio Ernesto fez no grupo do Facebook Memórias de Itanhaém, pelo qual o HISTORITA tem um carinho imenso e que é mantido por Tony Carvalho.


Segundo Ernesto, Miguel teria nascido como fruto de uma relação incestuosa dentro de uma comunidade indígena da região (que podemos pontuar como sendo a aldeia Taniguá, segundo a certidão). Conforme ele foi crescendo, os indígenas teriam percebido que ele tinha dificuldades de desenvolvimento intelectual, e planejavam eliminá-lo.


(É claro que essa prática pode nos parecer chocante hoje em dia, mas havia razões intrínsecas ligadas à sobrevivência de uma comunidade indígena do começo do século XX. Mas, por favor: o HISTORITA não é perito sobre as muitas culturas dos povos originários, então se você tiver o conhecimento para trazer luz a essa questão, pedimos por gentileza que você entre em contato e peça que este texto seja modificado.)


Quando soube da situação que se desenhava ao pequeno Miguel, a iguapense Zulmira Fortes Gatto, que havia se mudado para Itanhaém em 1939, resolveu acolhê-lo. De fato, Miguel passou a viver com Zulmirinha e seu marido Manoel Clodomiro Gatto, como um filho.


Não se sabe a data exata dessa adoção informal, mas considerando que Miguel nasceu em 1931, e Zulmirinha chegou em 1939, então Miguel era ainda uma criança quando foi adotado, talvez entre 8 a 12 anos.


A cidade como família


Miguel no desfile cívico do aniversário de 446 anos da cidade. Fotografia do acervo de João Rosendo.
Miguel no desfile cívico do aniversário de 446 anos da cidade. Fotografia do acervo de João Rosendo.

Miguel cresceu sob os cuidados de Dona Zulmirinha, que providenciava tudo para que ele tivesse uma vida digna. Relatos dos moradores mais antigos contam que Zulmira costurava as roupas que ele fazia questão de vestir: sempre bem apresentado, como se vê na fotografia aí em cima, ou uniformizado.


Seu amor pela cidade era inegável. Em todo desfile cívico de aniversário da cidade ou mesmo nos da Independência, Miguel levava consigo seu carrinho de mão de madeira todo enfeitado com panos bonitos ou pintado, adornado com bandeirinhas do Brasil ou de Itanhaém. Há quem diga que bem mais tarde ele chegou a usar a carcaça de uma geladeira abandonada adaptada como carrinho, também.


Nos dias comuns, era possível ver Miguel nas redondezas da praça Narciso de Andrade, ou mesmo próximo à Estação de Trem ou do Grupo Escolar Benedito Calixto, de olho em tudo o que acontecia - por alguma razão, ele se julgava o segurança do ambiente todo ali, o que fez com que mais cedo ou mais tarde alguém providenciasse uma farda para ele.


Devido às suas condições cognitivas, Miguel demonstrava um comportamento imprevisível, e isso assustava muita gente. São muitos os relatos de que Miguel costumava ser provocado pelas crianças que estudavam no Grupo Escolar, que insistiam em gritar "Miguel Louco!", "Sarapião!" ou mesmo cantavam parabéns pra ele, coisa que ele não admitia de jeito nenhum, por alguma razão.


Quando era provocado assim, Miguel desatava numa corrida atrás das crianças, chegando até a atacar pedras e paus em suas direções. Mas seus atos em geral não eram gratuitos ou sem controle: Rogério Cavalcanti, no grupo Memória de Itanhaém, conta que certa vez ele estava comendo um pastel na feira quando ouviu alguém gritar "Miguel Louco!". Miguel logo surgiu, veio então até Rogério e deu-lhe um soco nas costas, achando que tivesse sido ele o autor do insulto. Quando percebeu que era Rogério e não o autor do grito, abraçou-o e pediu desculpas.


Miguel na "noite da soca do arroz", dos festejos do Divino. Detalhe para a farda de policial e o cacetete na cintura. Fotografia editada por IA, do original do acervo de Ernesto Gatto (Memórias de Itanhaém no Facebook)
Miguel na "noite da soca do arroz", dos festejos do Divino. Detalhe para a farda de policial e o cacetete na cintura. Fotografia editada por IA, do original do acervo de Ernesto Gatto (Memórias de Itanhaém no Facebook)

Mas voltemos à linha do tempo de Miguel: na sua mocidade, já com seus vinte e tantos anos, ele teve uma discussão feia com Dona Zulmirinha, que culminou em Miguel indo embora da casa da família. Não se sabe qual foi o motivo da briga.


Miguel só voltaria a ter um lar definitivo por volta de 1960, quando foi abrigado por dona Violeta Carange, mãe de Roberto Carange, indo morar num quarto nos fundos da sua casa. Miguel foi para os filhos de Violeta como um irmão adotivo.


A partir daí, a presença de Miguel em Itanhaém foi se tornando mais e mais emblemática. Há moradores que relatam, por exemplos, episódios em que Miguel simplesmente “surgia do nada” nos caminhos da cidade, especialmente nas trilhas e passagens da Vila São Paulo até a região próxima à antiga estação ferroviária. Assustava as pessoas de propósito e, logo depois, ria pra valer, divertindo-se com a própria travessura.


E se por um lado Miguel era imprevisível, e por isso havia pessoas que tinham medo dele, por outro lado, ele tinha várias atitudes previsíveis e de respeito. Contam os moradores que ele cuidava pra que as crianças atravessassem a rua com segurança na saída do turno do colégio Calixto, parando o trânsito com seu apito, feito verdadeiro agente rodoviário. Além disso, preocupava-se que não estivessem fazendo arte, e dizia que contaria aos pais se pegasse alguma malcriação, porque ele sabia bem quem era pai e mãe de quem. Não deixava sequer que subissem nas árvores com risco de cair.


Por conta disso, havia as crianças que defendiam e pediam respeito com o Miguel, quando viam os colegas provocando-o. Ele era bem quisto por muita gente, praticamente conhecido por todos. Mas quem o provocava... podia acabar levando uma pedrada, um soco ou uma chinelada nas costas.


Miguel sendo arrumado para o Carnaval, possivelmente para o "Banho da Dorotéia", que era um mergulho no mar fantasiado com o gênero oposto e que foi vivido por muitos anos na cidade. Fotografia do acervo de Ernesto Gatto (Memória de Itanhaém no Facebook)
Miguel sendo arrumado para o Carnaval, possivelmente para o "Banho da Dorotéia", que era um mergulho no mar fantasiado com o gênero oposto e que foi vivido por muitos anos na cidade. Fotografia do acervo de Ernesto Gatto (Memória de Itanhaém no Facebook)

Esse zelo de Miguel era tão levado a sério por ele, que qualquer pessoa que não o conhecesse, diria que ele era mesmo um guarda, um oficial. Foram muitas as situações em que turistas desavisados foram comandados por Miguel e seu apito estridente a entrar em ruas que eram contramão, por exemplo! Na época de temporada, a confusão era certa, e o povo itanhaense se divertida com as trapalhadas que ele protagonizava.


Eu me pergunto, cara leitora, caro leitor, e convido você a se perguntar também: de onde teria surgido essa fascinação dele pela figura da autoridade policial ou militar. Qual terá sido o momento em que algo "clicou" na mente de Miguel pra fazer com que ele assumisse o papel de guarda daquela forma?


E ele tinha apoio pra seguir nessa jornada da lei: chegou a ser presenteado com fardas, seja da polícia militar (a qual imagino ser a da foto da noite da soca mais acima), ofertada pelo falecido sargento Ademilson da PM, ou mesmo a farda militar presenteada por Ernesto Gatto em 1984.


Miguel fardado, já com mais idade. Fotografia postada por Tony Carvalho (Memória de Itanhaém no Facebook)
Miguel fardado, já com mais idade. Fotografia postada por Tony Carvalho (Memória de Itanhaém no Facebook)

Uma das histórias mais célebres ocorreu durante um uma noite de sábado de carnaval na praça Narciso de Andrade, lotada de turistas. Quem nos conta é Ernesto Gatto.


Naquele dia, vestido com uma farda impecável, metais brilhando após polimento cuidadoso com o bom e velho Kaol, Miguel mantinha sua postura rígida, expressão severa, quase como uma caricatura de um agente do serviço secreto. Quando alguém o cumprimentava, Miguel mantinha a pose, sem sorrir.


Até que um bloco carnavalesco entrou na praça! De repente, para surpresa geral, aquele suposto oficial abandonou completamente a rigidez e passou a dançar frevo com entusiasmo.


Vendo isso, um turista teria exclamado, perplexo:


“Que cidade é essa em que até a polícia dança no carnaval?”


Meados dos anos 1990


Miguel batendo continência em um feriado de Corpus Christi, anos 1990. (Acervo do Gabinete de Leitura "José Rosendo")
Miguel batendo continência em um feriado de Corpus Christi, anos 1990. (Acervo do Gabinete de Leitura "José Rosendo")

Nos anos finais de sua vida, Miguel continuava sendo presença habitual nas ruas, ainda que mais fragilizado. A idade parecia avançada; muita gente acreditava que ele tivesse bem mais do que oficialmente constava, apesar dos cabelos ainda escuros e bem cheios.


Em determinada época, ele chegou a sofrer com catarata, e precisou de cirurgia.


Miguel seguiu acolhido pela família Carange até 1994, quando infelizmente foi levado ao vício da bebida por algumas más companhias e deixou a casa. Sua vivência nas ruas, porém, seria breve: ele logo adoeceu e precisou ser internado no hospital.


Miguel em seus últimos anos de vida. (Acervo do Gabinete de Leitura "José Rosendo")
Miguel em seus últimos anos de vida. (Acervo do Gabinete de Leitura "José Rosendo")

Segundo o jornal itanhaense Notícias do Litoral, no ano final de vida de Miguel, duas pessoas desempenharam papel fundamental em seu cuidado: Bethe Moreira e Dorca da Silva Rodrigues, chamada por ele carinhosamente de Manzinha. As duas amigas se revezavam nas visitas ao hospital para que Miguel não ficasse sozinho.


Foram 25 dias de internação, até que Miguel faleceu em 18 de julho de 1995, às 8 horas da manhã.


Ainda segundo o Notícias do Litoral, o radialista Clayton Waldir dedicou grande espaço da programação ao anúncio da morte de Miguel e à lembrança de sua trajetória, fazendo com que toda a região do litoral tomasse conhecimento da perda.


Miguel em outra noite da soca do arroz. Fotografia de Ernesto Bechelli (Acervo do Gabinete de Leitura "José Rosendo")
Miguel em outra noite da soca do arroz. Fotografia de Ernesto Bechelli (Acervo do Gabinete de Leitura "José Rosendo")

No dia seguinte, às 9 horas, ocorreu o sepultamento. O cortejo até o cemitério contou com um grande número de pessoas seguindo, além da participação da Polícia Militar e da Guarda Municipal, que ajudaram a conduzir a despedida. Muita gente ainda se lembra da comoção sem igual até então.


Miguel José da Conceição foi enterrado sob aplausos, vestido com a farda militar que tanto amava e com as honras de um ícone de Itanhaém.


Veja abaixo a notícia, escrita por Geraldo do Rosário de Azevedo, na íntegra. Lembre-se que você sempre pode ampliar a imagem em seu celular.


Notícia: Faleceu o "Guarda Miguel", 20 jul 1995. (Notícias do Litoral, acervo do Gabinete de Leitura "José Rosendo")
Notícia: Faleceu o "Guarda Miguel", 20 jul 1995. (Notícias do Litoral, acervo do Gabinete de Leitura "José Rosendo")

Memorável e atual


Possivelmente a última foto de Miguel José da Conceição, um ano antes de sua morte, 26 jul 1994 (RG, Acervo do Gabinete de Leitura "José Rosendo")
Possivelmente a última foto de Miguel José da Conceição, um ano antes de sua morte, 26 jul 1994 (RG, Acervo do Gabinete de Leitura "José Rosendo")

Acho que ninguém pode negar que o Guarda Miguel José da Conceição transcendeu o folclore e a curiosidade popular para se tornar parte essencial da identidade afetiva de Itanhaém. Ele habitava as ruas com seu apito constante, fardas impecáveis e presença ao mesmo tempo temida e querida, tecendo uma paisagem humana que gravou-se em gerações inteiras.


Miguel pertencia a todos: filho adotivo de famílias generosas, guardião das crianças, fiscal do trânsito, atração para turistas e símbolo vivo de uma cidade acolhedora. Em tempos de exclusão rápida das diferenças que existem entre nós, sua memória atesta o poder do pertencimento. Essa história vai além de fotos e histórias dos mais antigos: ela prova que comunidades podem se definir pelo abraço aos marginalizados.


Nem precisamos ir tão longe nessa análise: quanto carinho recebem os famosos Sabiá e João do Guaraú, queridos por muitos itanhaenses? Mas é preciso estar atento pra que essas figuras também não sejam rotuladas simplesmente como "loucos" e nem se procure fazer da vida deles mais difícil do que já é, como por tantas vezes pessoas fizeram com Miguel, simplesmente por conta de suas necessidades especiais.


Sabiá (esq.) e João (dir.) (postado em 2026 por Tony Carvalho no grupo Memória de Itanhaém no Facebook)
Sabiá (esq.) e João (dir.) (postado em 2026 por Tony Carvalho no grupo Memória de Itanhaém no Facebook)

Para encerrar, eu digo que em sua existência simples, Miguel talvez não soubesse o quanto seria memorável para quem viveu na Itanhaém do século XX. Mas Itanhaém soube e ainda sabe, guardando-o na memória, como se ele ainda estivesse na praça, apito em riste, zelando pela cidade que o adotou como família.


Fique agora com o lirismo do querido Ernesto Bechelli, que homenageou Miguel em 1996 em uma exposição de seus poemas na Festa do Divino daquele ano (Divino Maravilhoso), montada em frente à Igreja Matriz:


louco miguel


lá vai miguel

com sua farda

agora a tomar conta

das estrelas

apitar no trânsito celeste

encher seu carrinho

com o azul do céu

e continuar a correr

atrás dos anjos-crianças

que brincam a atazaná-lo

por uma loucura que é a

de todos nós


agora miguel

de um ponto desse céu

com o bastão de mordomo

ou com a mão do pilão

das festas do divino

tão marcadas por sua presença

vigia, qual seu xará arcanjo

nossas noites da soca

que já não têm mais

a sua persistência

embriaguez e devoção

como também, nossas procissões

ora órfãs do seu seguimento

tão triunfal e oficial


enfim miguel

olha com seu rosto

mestiço e sofrido

dos primeiros destas terras

encarando de frente

a sua história

como catarse da hipocrisia

de todos nós

que tanto o enchemos


ernesto bechelli - 1995


Pesquisa por:

MOTA, Gustavo Caperutto da.


Agradecimentos:

Gabinete de Leitura "José Rosendo"

Fátima Cristina Pires

João Tadeu Bastos da Silva

Ernesto Gatto

Tony Carvalho

José Cícero

Membros do grupo Memória de Itanhaém no Facebook

Luciano Netto

Ernesto Bechelli


Fontes utilizadas:

ITANHAÉM (SP). Cartório de Registro Civil. Segunda via de Certidão de Nascimento de Miguel José da Conceição. Registro em: 24 maio 1976. Acervo do Gabinete de Leitura "José Rosendo".

DE AZEVEDO, Geraldo do Rosário. Faleceu o "Guarda Miguel". Notícias do Litoral, Itanhaém, 20 jul. 1995. Acervo do Gabinete de Leitura "José Rosendo".

MEMÓRIAS DE ITANHAÉM [grupo no Facebook]. Testemunhos orais e relatos de membros sobre Miguel José da Conceição. Itanhaém, [s.d.]. Disponível em: https://www.facebook.com/groups/377099299674227. Acesso em: 11 maio 2026.

BECHELLI, Ernesto. louco miguel. Exposição Divino Maravilhoso, 1996.

1 comentário


jorge.eduardo_advocacia
12 de mai.

Trabalhei por longos anos no cartório de Registro Civil de Itanhaém, e o Miguel era freguês assíduo de lá! Não dava um intervalo maior de 3 meses lá aparecia pedindo nova certidão de nascimento (que, aliás, já estava pronta, faltando apenas preencher com a data que era feito na “máquina de escrever” e assinatura. E sempre dizia “-Alonso louco rasgou” se referindo ao Alonso Carange, filho da dona Violeta. Ao receber a certidão pedia “-Carteirinha, quero carteirinha”, se referindo aquela carteira que o cartório fornecia para guardar a certidão!

Fica ai para registro de todos!

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por Gustavo C. da Mota

 

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